Era Vitoriana / Romantismo (1830–1890)

A Era Vitoriana foi o período em que a Rainha Vitória reinou no Reino Unido. 
Nenhuma época foi tão preocupada com estilo, e ao mesmo tempo teve tão pouco como o século XIX. Enquanto a era das máquinas andava a pleno vigor, as pessoas construíam catedrais góticas e palácios no estilo do Renascimento. A mentalidade daquele tempo era de fato uma fuga à realidade no mundo humanístico. Romantismo tem o significado de “nostalgia” em contraponto ao excesso de racionalismo do período anterior. O movimento pregava o sentimento acima da razão e buscava a emotividade e a subjetividade das obras.
O romantismo nas artes plásticas surge nos trabalhos de pintores como Gros, Delacroix e Francisco Goya y Lucientes. Estes artistas retratavam a natureza, os problemas sociais, e valorizavam as emoções.
O século XIX é marcado pela Revolução Industrial que mudou completamente a moda, as roupas são produzidas em série e se tornam mais acessíveis para a sociedade. Com esta mudança a sociedade mais nobre exigia roupas exclusivas e com uma qualidade melhor foi então que, Charles Frederick Worth inventou a Alta Costura.
Outro fato importante é o surgimento da fotografia, que passa a fazer parte da vida do indivíduo, e é um elemento essencial para a aceleração do consumo e mercado de moda no Romantismo.
Após a morte do príncipe Albert, a então rainha Vitória adota o luto em seu vestuário, e a sociedade da época adotou no seu guarda-roupa vestimentas com as cores sóbrias. A silhueta tornou-se menor e as saias ficaram retas na frente e volumosas atrás.

Rainha Vitória

Vestuário Feminino: No vestuário feminino há a volta do espartilho, cada vez mais apertado, que faz com que a cintura volte à posição normal e surge a crinolina que proporcionava uma saia mais rodada e a forma agora se torna cônica. Houve também um sutil encurtamento das saias e agora aparece o tornozelo e as meias de seda, finamente adornadas.  As mangas se tornam mais “bufantes” e ajustadas ao pulso, e por volta de 1825,  assumia a curiosa forma de pernil. Usavam chapéus adornados com flores e plumas. Abanicos são essenciais, quase questão de sobrevivência.
O branco já era parte do vestuário de noivas da Antiguidade. Por volta do século 10, com os vistosos tecidos vindos do Oriente, as noivas passaram a se vestir com cores fortes, como o vermelho. Em 1840, com o casamento da rainha Vitória, da Inglaterra, o branco, ícone de pureza, voltou a dominar
O tom branco para vestido de noiva teve inicio no século XIX, com o casamento da Rainha Vitória, do Reino Unido, ela trouxe muitas transformações na cultura, política e em todos os aspectos do Império Britânico, a começar em casar-se por amor e não por um ato comercial. 
De inicio  as pessoas com poder aquisitivo casavam-se com vestidos de cores, pois o tecido em cor era um tecido nobre, caro, eram tecidos importados que vinham do oriente e eram ricamente bordados,  as cores escuras, como exemplo o vermelho, era o mais cobiçado para o uso da noiva. O público mais simples, em geral, casava-se de branco, o branco era um tecido que mais existia.
Na época a própria Rainha Vitória desenhou seu vestido, e logo depois do casamento mandou destruir todos os desenhos e referências, para ninguém copiar. Um vestido de modelo simples para a época, de cetim branco, com mangas bufantes, braços de fora (o que neste tempo era bastante ousado) e véu branco.
A mensagem da Rainha Vitória era se igualar ao povo, por isso usou o vestido branco, a partir daí, todas as noivas da Europa e América passaram a usar o vestido branco, que tornou-se um ritual e o símbolo de uma historia especial, porque ela foi uma das primeiras nobres a se casar por amor e não por estatutos, herança ou dinheiro.
A partir de 1861, a moda sofre algumas mudanças, devido à morte do príncipe Albert. A Rainha Vitória vestiu luto até o fim de sua vida, o que contribuiu para que as cores escuras, inclusive o preto, se tornassem mais aceitas para as mulheres, que começaram a imitar.

Vestuário Masculino: Na indumentária masculina predominou o homem de negócios: discreto, conservador e formal. Neste período o que realmente começa a diferenciar as classes sociais, são os tecidos empregados para a confecção das roupas e não mais tanto o "modelo de traje". Os jovens seguiam as novidades e usavam roupas mais confortáveis, enquanto homens mais velhos davam preferência aos modelos mais antigos. 
George Brummell, homem-referência de elegância e nobreza: um dândi, afirmava que suas roupas não tinham nenhuma ‘ruga’ e que seus calções se ajustavam às pernas como a própria pele. O corte do casaco era originário do casaco de caça. Era comum o uso do colete e calções de cores diferentes, os botões superiores ficavam abertos para mostrar o babado da camisa.
Alguns acessórios masculinos que complementavam o traje: corrente de ouro para chaves, luvas, lenços de linho, bengalas e gravatas. 

Inspiração:
Gianfranco Ferrè, recriou a “crinolina” para o Verão de 2000
Dândis para a coleção Balenciaga Outono Inverno 2013-2014

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