A Era Vitoriana foi o período em que a
Rainha Vitória reinou no Reino Unido.
Nenhuma época foi tão preocupada com
estilo, e ao mesmo tempo teve tão pouco como o século XIX. Enquanto a era das
máquinas andava a pleno vigor, as pessoas construíam catedrais góticas e
palácios no estilo do Renascimento. A mentalidade daquele tempo era de fato uma
fuga à realidade no mundo humanístico. Romantismo tem o significado de
“nostalgia” em contraponto ao excesso de racionalismo do período anterior.
O movimento pregava o sentimento
acima da razão e buscava a emotividade e a subjetividade das obras.
O romantismo nas artes plásticas surge
nos trabalhos de pintores como Gros, Delacroix e Francisco Goya y Lucientes.
Estes artistas retratavam a natureza, os problemas sociais, e valorizavam as
emoções.
O século XIX é marcado pela Revolução
Industrial que mudou completamente a moda, as roupas são produzidas em série e
se tornam mais acessíveis para a sociedade. Com esta mudança a sociedade mais
nobre exigia roupas exclusivas e com uma qualidade melhor foi então que,
Charles Frederick Worth inventou a Alta Costura.
Outro fato importante é o surgimento
da fotografia, que passa a fazer parte da vida do indivíduo, e é um elemento
essencial para a aceleração do consumo e mercado de moda no Romantismo.
Após a morte do príncipe Albert, a
então rainha Vitória adota o luto em seu vestuário, e a sociedade da época
adotou no seu guarda-roupa vestimentas com as cores sóbrias. A silhueta
tornou-se menor e as saias ficaram retas na frente e volumosas atrás.
Rainha Vitória
Vestuário
Feminino: No vestuário feminino há a volta do espartilho, cada vez mais apertado, que
faz com que a cintura volte à posição normal e surge a crinolina que proporcionava uma saia mais rodada e a forma agora se
torna cônica. Houve também um sutil encurtamento das saias e agora aparece o
tornozelo e as meias de seda, finamente adornadas. As mangas se tornam mais “bufantes” e ajustadas
ao pulso, e por volta de 1825, assumia a
curiosa forma de pernil. Usavam chapéus adornados com flores e plumas. Abanicos
são essenciais, quase questão de sobrevivência.
O branco já era parte do
vestuário de noivas da Antiguidade. Por volta do século 10, com os vistosos
tecidos vindos do Oriente, as noivas passaram a se vestir com cores fortes,
como o vermelho. Em 1840, com o casamento da rainha Vitória, da Inglaterra, o
branco, ícone de pureza, voltou a dominar
O tom branco para vestido de noiva
teve inicio no século XIX, com o casamento da Rainha Vitória, do Reino Unido,
ela trouxe muitas transformações na cultura, política e em todos os aspectos do
Império Britânico, a começar em casar-se por amor e não por um ato
comercial.
De inicio as pessoas com poder aquisitivo casavam-se com vestidos de cores, pois o tecido em cor era um tecido nobre, caro, eram tecidos importados que vinham do oriente e eram ricamente bordados, as cores escuras, como exemplo o vermelho, era o mais cobiçado para o uso da noiva. O público mais simples, em geral, casava-se de branco, o branco era um tecido que mais existia.
De inicio as pessoas com poder aquisitivo casavam-se com vestidos de cores, pois o tecido em cor era um tecido nobre, caro, eram tecidos importados que vinham do oriente e eram ricamente bordados, as cores escuras, como exemplo o vermelho, era o mais cobiçado para o uso da noiva. O público mais simples, em geral, casava-se de branco, o branco era um tecido que mais existia.
Na época a própria Rainha Vitória
desenhou seu vestido, e logo depois do casamento mandou destruir todos os
desenhos e referências, para ninguém copiar. Um vestido de modelo simples para
a época, de cetim branco, com mangas bufantes, braços de fora (o que neste
tempo era bastante ousado) e véu branco.
A mensagem da Rainha Vitória era se igualar ao povo, por isso usou o
vestido branco, a partir daí, todas as noivas da Europa e América passaram a
usar o vestido branco, que tornou-se um ritual e o símbolo de uma historia
especial, porque ela foi uma das primeiras nobres a se casar por amor e não por
estatutos, herança ou dinheiro.
A partir de 1861, a moda sofre algumas mudanças,
devido à morte do príncipe Albert. A Rainha Vitória vestiu luto até o fim de
sua vida, o que contribuiu para que as cores escuras, inclusive o preto, se tornassem
mais aceitas para as mulheres, que começaram a imitar.
Vestuário Masculino: Na indumentária masculina predominou o homem de negócios: discreto,
conservador e formal. Neste período o que realmente começa a diferenciar as
classes sociais, são os tecidos empregados para a confecção
das roupas e não mais tanto o "modelo de traje". Os jovens seguiam as
novidades e usavam roupas mais confortáveis, enquanto homens mais velhos davam
preferência aos modelos mais antigos.
George Brummell, homem-referência
de elegância e nobreza: um dândi, afirmava que suas roupas
não tinham nenhuma ‘ruga’ e que seus calções se ajustavam às pernas como a
própria pele. O corte do casaco era originário do casaco de caça. Era
comum o uso do colete e calções de cores diferentes, os botões superiores ficavam
abertos para mostrar o babado da camisa.
Alguns
acessórios masculinos que complementavam o traje: corrente de ouro para chaves,
luvas, lenços de linho, bengalas e gravatas.
Inspiração:
Gianfranco Ferrè, recriou a “crinolina” para o Verão de 2000
Dândis para a coleção Balenciaga Outono Inverno 2013-2014




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